E fui assim apanhado
Sem querer,
Atrapalhado.
Chegaste de nenhum lado,
Sem te ver aparecer.
Rompeste-me amarrado,
Soltaste panos ao "viver".
Sou quem sempre tenho sido,
Sou mais do que imaginei ser.
É desse teu crime,
De teres conseguido,
No meu coração preencher,
Algo tão profundo e sublime.
Pesei em cada tempo
O peso de cada momento.
A busca constante de universo,
Nesse instante disperso.
Cheguei nestes versos,
Que se sentem poucos,
Que se sentem submersos,
Roucos,
Por uma montanha de te amar,
Feita de nós dois completos,
Um Cinco atrevido a sonhar,
Sonhos nos nossos dialectos.
A cada segundo anseio o dia,
De te ver comigo agora,
A cada segundo anseio a magia,
De um beijo que demora.
Não me largues pois então,
Já nos temos aqui e no horizonte,
Segure-mo-nos pela mão,
Mergulhados nesta inesgotável fonte.
terça-feira, 19 de novembro de 2013
sexta-feira, 15 de novembro de 2013
Blues de Improviso
Babe, there's nothing we can do.
Let's stay and see the world split in two,
In our sentimental blues,
Like some kind of glue.
Nothing will set us apart,
Nothing will save us from each other,
Nothing will break us apart.
Let's stay and see the world split in two,
In our sentimental blues,
Like some kind of glue.
Nothing will set us apart,
Nothing will save us from each other,
Nothing will break us apart.
terça-feira, 24 de setembro de 2013
Um Cavaleiro Invencível
Era uma vez um cavaleiro que não o sabia ser.
Um cavaleiro cheio de receios do mundo.
Um cavaleiro para "inglês ver".
Com medo de moinhos de vento,
De montes alados,
Receando vida sem tento,
O presente, os futuros, os passados.
Mas perdeu o seu cavalo.
Pôs os pés no chão
A vida deu-lhe um estalo,
Deixou-o numa estrada em contra-mão.
E sucumbiu.
Partiu.
Subjugou-se às chuvas do Inverno,
Chegou a cheirar o inferno,
Mas renasceu.
Tomou o lugar que era seu.
Descomungou-se da lama,
Olhou a chuva e o Sol de frente.
Reconheceu o quê e quem ama.
Com uma serra a passar-lhe rente.
Registou-se como cavaleiro,
No registo do seu saber,
Cravou o coração no inteiro
futuro sabendo desconhecer.
Sem cavalo e com os pés no chão,
Sabe que a lama não mais o matará.
Que no futuro não tem mão,
Sendo ele quem o criará.
Um cavaleiro é-o de verdade,
Guerreiro invencível,
Procura vencer a tenacidade
Do que sentira impossível.
Guerreiro invencível,
Não porque sempre vença,
Mas porque enfrenta o temível,
Sabendo que a vida não morre para quem pensa.
Um cavaleiro cheio de receios do mundo.
Um cavaleiro para "inglês ver".
Com medo de moinhos de vento,
De montes alados,
Receando vida sem tento,
O presente, os futuros, os passados.
Mas perdeu o seu cavalo.
Pôs os pés no chão
A vida deu-lhe um estalo,
Deixou-o numa estrada em contra-mão.
E sucumbiu.
Partiu.
Subjugou-se às chuvas do Inverno,
Chegou a cheirar o inferno,
Mas renasceu.
Tomou o lugar que era seu.
Descomungou-se da lama,
Olhou a chuva e o Sol de frente.
Reconheceu o quê e quem ama.
Com uma serra a passar-lhe rente.
Registou-se como cavaleiro,
No registo do seu saber,
Cravou o coração no inteiro
futuro sabendo desconhecer.
Sem cavalo e com os pés no chão,
Sabe que a lama não mais o matará.
Que no futuro não tem mão,
Sendo ele quem o criará.
Um cavaleiro é-o de verdade,
Guerreiro invencível,
Procura vencer a tenacidade
Do que sentira impossível.
Guerreiro invencível,
Não porque sempre vença,
Mas porque enfrenta o temível,
Sabendo que a vida não morre para quem pensa.
sexta-feira, 13 de setembro de 2013
Ninguém te Mandou Cortar a Minha Calma
Tens a tarefa incontestável de me provocar.
Apontas-te a mim,
Tens a tarefa ingrata de me encontrar.
Nisto é assim.
Ninguém te mandou cortar a minha calma,
Nem a minha pausada vida linear.
Ninguém te mandou entrar na minha alma,
Nem nos meus sonhos a recriar.
Descobrirás que sou mais do que isto.
Descobrirei que és aquilo que preciso.
Saberás que sou um misto.
Saberei que és meta de ciso.
Já conhecemos esta ciência oculta,
É um tornado horizontal.
Que nos leva não sei bem onde,
Perdendo forma adulta,
Sem bem, nem mal.
Espreitei o decote,
Provei os lábios,
Entrei na dança,
Demos o mote,
Seremos sábios,
Vida que não cansa.
E tudo acaba bem,
Só que nada acaba.
Seremos mais e melhores.
Um complexo inundar de ser,
Do teu inteiro universo de cores,
Tornas-me imortal, sem querer!
Apontas-te a mim,
Tens a tarefa ingrata de me encontrar.
Nisto é assim.
Ninguém te mandou cortar a minha calma,
Nem a minha pausada vida linear.
Ninguém te mandou entrar na minha alma,
Nem nos meus sonhos a recriar.
Descobrirás que sou mais do que isto.
Descobrirei que és aquilo que preciso.
Saberás que sou um misto.
Saberei que és meta de ciso.
Já conhecemos esta ciência oculta,
É um tornado horizontal.
Que nos leva não sei bem onde,
Perdendo forma adulta,
Sem bem, nem mal.
Espreitei o decote,
Provei os lábios,
Entrei na dança,
Demos o mote,
Seremos sábios,
Vida que não cansa.
E tudo acaba bem,
Só que nada acaba.
Seremos mais e melhores.
Um complexo inundar de ser,
Do teu inteiro universo de cores,
Tornas-me imortal, sem querer!
segunda-feira, 26 de agosto de 2013
Sou um Dado Viciado
Sou um dado viciado,
Seguindo caminhos desconhecidos.
Preferindo o danado,
Vincando sapatos, rasgando tecidos.
Sou um dado viciado,
Alternando dimensões,
Escolhendo arriscado,
Abordando temas, experiências, situações.
E todas as vias me levam a mim,
Nada me muda,
Um dado viciado, sou assim.
Nem o mundo que vemos diferente,
Nem a escolha, o corte tangente,
Te torna diferente.
Avancei cortando,
Num périplo de transformação,
Agora pensando,
Sou a mesma criação...
Por onde andemos vem lastro,
Ninguém o saberá existir,
Somente sendo um astro,
Somente quem o faça sumir.
Mas não me julguem engraçado,
Que por isso vazio,
Sou um dado viciado,
Meu próprio desvario.
Seguindo caminhos desconhecidos.
Preferindo o danado,
Vincando sapatos, rasgando tecidos.
Sou um dado viciado,
Alternando dimensões,
Escolhendo arriscado,
Abordando temas, experiências, situações.
E todas as vias me levam a mim,
Nada me muda,
Um dado viciado, sou assim.
Nem o mundo que vemos diferente,
Nem a escolha, o corte tangente,
Te torna diferente.
Avancei cortando,
Num périplo de transformação,
Agora pensando,
Sou a mesma criação...
Por onde andemos vem lastro,
Ninguém o saberá existir,
Somente sendo um astro,
Somente quem o faça sumir.
Mas não me julguem engraçado,
Que por isso vazio,
Sou um dado viciado,
Meu próprio desvario.
quarta-feira, 21 de agosto de 2013
Nem Desse Vosso Mundo Convexo
Por partes, seguirei.
Sou governado pela minha imperfeição.
Cometendo o mesmo erro, eu sei.
Um erro que me incomoda,
Num acto da razão absoluta,
Meu dizer é moda,
Uma teimosia puta.
Mas paremos para reflectir:
Não é o erro passado,
Do amigo cansado de corrigir,
Que nos dá alvará redobrado,
Para respeitar ou dormir,
Para o certo ou o errado.
Daqui segue-se em aviso merecido:
De modo algum servirei mais indiferenças,
Se se emprenha pelo ouvido.
Pois em consciência se encontra a razão:
De que o prazer se torna vício,
Quando largamos o respeito e a situação,
Por esse mero artificio.
Vulgar nos tornamos,
Quando o real deixamos,
Para nos embebedarmos,
Para nos ausentarmos.
Criaram esta relação em anexo.
Como se não sendo central,
Nem desse vosso mundo convexo,
Pudessem largar sem racional.
Eis a novidade:
Deixa de ser funcional.
Mesmo sem maldade forçada,
A indiferença mostrada, passa a ser meu racional.
Sou governado pela minha imperfeição.
Cometendo o mesmo erro, eu sei.
Um erro que me incomoda,
Num acto da razão absoluta,
Meu dizer é moda,
Uma teimosia puta.
Mas paremos para reflectir:
Não é o erro passado,
Do amigo cansado de corrigir,
Que nos dá alvará redobrado,
Para respeitar ou dormir,
Para o certo ou o errado.
Daqui segue-se em aviso merecido:
De modo algum servirei mais indiferenças,
Se se emprenha pelo ouvido.
Pois em consciência se encontra a razão:
De que o prazer se torna vício,
Quando largamos o respeito e a situação,
Por esse mero artificio.
Vulgar nos tornamos,
Quando o real deixamos,
Para nos embebedarmos,
Para nos ausentarmos.
Criaram esta relação em anexo.
Como se não sendo central,
Nem desse vosso mundo convexo,
Pudessem largar sem racional.
Eis a novidade:
Deixa de ser funcional.
Mesmo sem maldade forçada,
A indiferença mostrada, passa a ser meu racional.
domingo, 11 de agosto de 2013
Terá de dar outras voltas
Já não és o inconsciente de outrora,
O incontinente verbal,
O triturador de falhas que chora.
És um crítico intelectual
Do teu próprio espaço.
Um espectador magistral
De tudo aquilo que faço.
Continuas a ter a noção,
De que o tempo chega depois
Do toque da sua mão.
Continuas a saber
Que chegas antes do acontecer.
Continuas a saber
Quando deves fazer por merecer.
Mas outrora foste ensinado,
Que o mundo sentido assusta.
Que é errado,
Mais que custa.
Portanto,
Aquilo que é não pode parecer ser.
Aquilo que nasce, não deve aparecer.
Aquilo em que te soltas,
Terá de dar outras voltas.
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